Porque quem ama tem medo de perder...

Este blog é para quem gosta de amar, de lutar pelo que gosta...







domingo, 5 de fevereiro de 2012

Princípio do fim III


…Parecia mudo
Parecia que existia um escudo,
Uma barreira… 

Não surtiu efeito nenhum,
Sentia-se sem eira nem beira
Ali sentada na fria soleira… 

Os lobos aproximavam-se
Ela contava-os uma a um
Pareciam raivosos em jejum… 

É então que surge um ruído
Mais pareciam tachos a cair no chão
Não percebera de onde tinha surgido… 

Os lobos desapareceram
Será que cederam?

Do nada apareceu uma mão,
E outra,
Que lhe afastaram daquela escuridão…

Continua

Obrigado é pouco!





Obrigado por seres assim,
Obrigado por fazeres ”parte de mim”,
Obrigado por seres o jasmim
No meio das palavras que formam este belo jardim. 

Obrigado pela pureza,
Pela natureza 
Dos teus sentimentos
Que nunca serão fraudulentos. 

Não sei se este poema
Chega para te agradecer
De forma suprema,
Mas é o mais sincero do meu para o teu ser.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ao virar da esquina



Ao virar da esquina
Parece que te avisto,
Num passo largo
Quase que te conquisto.
Corro para te beijar,
Para te abraçar.
Mas rapidamente percebo
Que tudo não passa de uma ilusão,
De uma miragem.
Isto do coração
Tem muito que se lhe diga.
Sem fadiga,
Sem contestação,
Vou esperar para te voltar a ver
Pode ser hoje ou amanhã
Preciso manter
A minha mente sã.
Sentado no areal
A pensar no teu regresso,
No nosso progresso,
Na próxima vez que me irás tocar…
Até lá vou escrevendo
Aquilo que defendo.
Por ti,
Por nós,
Nunca nos sentiremos sós…

Princípio do fim II



…Juras,
Promessas,
Eram agora torturas
Nas suas cabeças. 

A Teresa confusa
Sentia-se no meio do caos
Parecia que lobos maus
A mantinham como reclusa… 

Não percebia a razão
Para a agressão verbal
Que mantinha aquele lar
Numa batalha campal… 

Num ajuizar,
Soltou um grito
Aflito,
Quase infinito…

Continua

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Princípio do fim




Depois de mais um dia de trabalho
Chega a casa
Mal pisa o soalho
Ouve uma voz que o arrasa. 

Já era usual
Aqueles agudos
Penetrarem-lhe de forma coaxial,
Mas ele fez ouvidos mudos. 

Foi até à janela
E por segundos
Navegou por outros mundos
À boleia de uma estrela…

De repente algo o atropela
Interrompe,
Rompe
Aquela bela tela… 

Teresa,
Sua filha 
Com rosto de princesa
Como ela chorava… 

Percebera que a sua família
Perdera toda a beleza,
E agora a escuridão
Tinha rompido toda aquela união… 

Continua

A tua falta



Hoje mais do que nunca
Sinto a tua falta,
Parece que estou numa espelunca,
Tanta é a dor que em mim exalta… 

Tudo me faz lembrar
O teu toque,
Até o vento forte
Me faz lembrar o teu suspirar… 

Rubricaste no meu coração
A tua emoção,
E sem dar por isso fugiste,
De repente fiquei sem chão… 

Não consigo quebrar este enguiço.
Quero-te ao meu lado
E sentir-me curado.
Meu amor não me deixes aqui algemado…

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Bera II







…E assim partiu
Com o que dali pariu,
Uma ilusão
Que lhe encheu o coração. 

Sim não passou disso
De um malabarismo,
Uma espécie de feitiço
Que o colocou novamente num enguiço. 

Calejado de tantas desilusões
De tanto sofrimento
Derivado de acções
Que outrora o deixara ao relento. 

Mas desta vez fora diferente
Agiu sem aquela raiva adjacente,
Partiu para uma escrita decente
Sem aquela dor fluente. 


Continua…