Porque quem ama tem medo de perder...

Este blog é para quem gosta de amar, de lutar pelo que gosta...







quinta-feira, 19 de abril de 2012

Queria Eu


Queria eu ter forças
Para te beijar
Como aquelas moças
Que esperam marujos vindos do alto mar. 

Começo a escorregar
Nas lágrimas
Que me fazes chorar. 

Não sei onde vou parar
Nem tão pouco
Se um dia virei a ficar louco. 

Começo a ficar rouco
Por aclamar o teu nome
Num silêncio perturbador. 

Peço-te Adamastor
Tira-me deste cabo das tormentas
E dá-me forças para expulsar estas nuvens cinzentas. 

Quero o sol para me enriquecer as cordas vocais,
Quero o mar calmo para me retirar todos estes ais,
Quero aclamar o nome dela em todos os locais.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Morrerei



Morrerei a pensar
Que me pudesses equilibrar. 

Morrerei sem perceber
Até onde tinha que correr. 

Morrerei sem sentir
O que é ficar aluado. 

Morrerei sem saber
O teu toque. 

Morrerei sem saber
Se o teu abraço me daria um retoque. 

Morrerei sem saber
Se por ti chorei. 

Morrerei aprisionado
Ao teu ser.

Assim morrerei,
Assim irei zarpar
Para os confins
De um mundo onde não existem jardins.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Beijo


É um beijo que aparece
Quando a palavra desaparece. 

Quando uma espécie de rouquidão
Nos vem do pulmão. 

Depois vem outro beijo
Ainda mais intenso,
Com mais desejo. 

Num mar imenso
Flutuamos. 

Voamos
Ao sabor do vento. 

Molhados por este gesto,
Por este manifesto. 

Com muito alento
Colamos um no outro
Sem ficarmos em ponto morto
Damos outro beijo num outro porto.

É Triste



Porque teimam,
Porque insistem
E persistem
Em quebrar relações? 

É sempre a mesma sina
Teimam em baixar a cortina
Sem qualquer explicação.
Qual é a razão? 

Não, não me lixem,
Nem esguichem
Palavras de contradição
Um amor não acaba assim sem senão. 

Não encaixo.
Fico cabisbaixo,
Fico perplexo,
Com atitudes sem nexo. 

É triste
Como um sentimento
Se põe em riste
E abafa todo o contentamento. 

Perco-me num julgamento
De memórias
Que se tornam irrisórias
A cada breve acontecimento de que tenho conhecimento…

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pega, é Teu



Pega,
Podes ficar com ele.
Ele é teu. 

Deixou de ser meu
Quando a tua voz
Desatou todos os nós. 

Faz dele o que quiseres
Mas não desesperes
Se sentires dor nos seus batimentos. 

São das tuas reticências,
Das impotências
Que dizias possuir. 

Vou seguir
Tentar progredir
Já que ele não me pode ferir. 

Fico à espera de boas novas.
Não te comovas
Tão facilmente
Porque esse é daqueles que sente
Muito intensamente.

Por Vós e Para Vós


Comecei a escrever
Quando lágrimas subiam
Para os meus olhos sem serem convidadas. 

Escrevo para as impedir de o fazer,
Para que a minha alma não cuspa 
A dor que sente. 

Habituei-me a não demonstrar
Este sentimento
De forma tão gratuita. 

Por vezes sou eu próprio que as convido
Mas não é pela dor que me está entranhada
Mas pela emoção que vocês me fazem sentir. 

Essas valem a pena sentir,
Percorrer o rosto,
Contornarem o lábio
E com as mãos sentir o que elas carregam. 

Exprimem o vosso sorriso,
Exprimem a vossa união,
Exprimem que vocês estarão lá
Sem que seja preciso vos convidar.

domingo, 8 de abril de 2012

Se calhar


Se calhar não estou vivo,
Se calhar por isso é que passo despercebido.

Se calhar não passo de um instante
À espera do eterno 
Que está cada vez mais distante. 

Se calhar não terei tempo
Para acabar este caderno
Se o tempo não ficar mais lento. 

Se calhar o instante está prestes a acabar
E quando der por ela
Já deixei de respirar. 

Se calhar nada me apela.
Se calhar hoje será o dia perfeito para saltar da janela.