Porque quem ama tem medo de perder...

Este blog é para quem gosta de amar, de lutar pelo que gosta...







terça-feira, 6 de novembro de 2012

10, 9, 8, 7...


Mergulhei no fundo
deste mundo
infinito. 

Tanto é o conflito
que vai na minha mente
que me impede de ficar
consciente. 

Queria contar até dez
fazer desaparecer de vez
toda esta malvadez. 

Já vou em sete
e nada acontece.
Vou-me deixar ir.
Pode ser que isto te faça sorrir.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

À Tona



Não sei o que fazer
neste poço de mentiras
em que me deixei perder. 

Não sei qual delas
é a que mais admiras. 

Queres uma dica?
Acho que é a que me deixou
com mais sequelas,
Aquela que te deu pica. 

Mas o teu plano abortou.
Cedo ou tarde a merda vem ao de cima
como a inspiração desta rima
tão natural. Não falo mais. Ponto final.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Nunca


Nunca me esquecerei
Do teu amor,
Do teu louvor,
Da tua dor. 

Nunca me esquecerei
Do teu toque,
Do choque
Que foi ouvir a tua voz. 

Nunca me esquecerei
Do mar de sorrisos
lisos,
Sempre cravados no meu olhar. 

Nunca me esquecerei.
Partirei
Eu, a dor
e o nosso Amor.

sábado, 27 de outubro de 2012

Inocência


Neste inconstante sabor
que tem o amor 
Parto em busca de um rumor; 
Ouvi por ai pessoas a falar 
que ainda há gente que sabe amar.
Que conseguem gesticular
sem magoar... 
Que conseguem beijar
sem disfarçar.
Que num olhar 
conseguem dissipar
todas as dúvidas que possam restar.
Sim, devo estar a delirar.
Mais vale acordar.
O tempo cura
o que teima em não passar.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Vozes que irão Bradar


Vamos desistir.
Vamos comprimir
os desejos ainda mais.
Vamos alegrar os demais. 

Vamos chorar
enquanto eles ganham mais força.
Vamos a cabeça baixar
com as cordas prontas a apertar. 

Triste fim este que nos espera.
Estamos na forca,
Onde punhos cerrados
fazem troça. 

Só falta o chão desabar
para que tudo se possa findar.
Vozes irão bradar
para um céu que diz nos reclamar.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Triste Petiz


Ainda pareço uma criança
Cheia de esperança 
Onde nada me espanca,
E nem o coração não dói.

Em mim nada remói.
Não cismo,
Não desanimo, 
Não ando sem motivação.

Tenho a alegria de viver
Mesmo sem trabalho
Digo que não sou uma carta
Fora do baralho.

(não sou o caralho!)

Digo que o dinheiro não presta.
Que para ser feliz
Só preciso do que de mim resta.
Triste petiz.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Peso



Sinto a vontade.
Sinto o peso da idade.
Os dedos já não manejam
com a mesma agilidade.

Os bichos já farejam,
Sentem que existe
uma oportunidade. 

Em boa verdade
não me preocupo.
Este lugar que desocupo
Será muito mais bem aproveitado.

Irei deitado,
Sem uma lágrima ter deitado.
Não quero ser lembrado,
Nem tão pouco ser saudado.