Porque quem ama tem medo de perder...

Este blog é para quem gosta de amar, de lutar pelo que gosta...







quinta-feira, 3 de maio de 2012

Querida Julieta



Queria estalar os dedos
E afastar todos os teus medos. 

Ter-te ao meu lado
Para te contar os meus segredos. 

Ouvir os teus
Como se fossem meus. 

Queria pegar numa caneta
E escrever-te: 

Querida Julieta, 

Anseio ver-te
Ter-te. 

Abre a janela
Quero entrar no teu mundo. 

Como pau de canela 
A mexer um café num segundo. 

Querida Julieta, 

Quero estar nos teus braços
Como laços. 

Quero fazer de ti a minha mais que tudo,
Num desnudo
Só nosso. 

Não me faltará paciência
Para esperar pelo momento certo,
Não me faltará inteligência
Para te ajudar nesse teu aperto.

A Nossa Inspiração



Num amarelo
Num rodopio belo
Caíste em mim…

Num tlim
O amarelo do sol ficou mais forte. 

Um recorte
De dois rostos num festim. 

Sem nada que nos aborte
Que nos tire o norte. 

Os nossos olhos brilham
Enquanto os nossos poros fervilham. 

Numa antecipação
Da nossa inspiração.

A Nossa Patente


Rouba-me este sabor
Pega a minha língua
E dá-lhe amor. 

Dá de ti o teu melhor
Inspira-te no que está em teu redor. 

Vinga-te do doce de abóbora
Queres pólvora? 

Alguns minutos depois
De língua dormente quase feita em dois… 

Meu amor como vou eu poder expressar este amar? 

Fazes aquilo que sabes melhor.
Abraças-me carinhosamente
Com muito amor
Com muito alente.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O meu Sossego


Tu és o meu sossego,
Um retracto na cabeceira,
Uma foto na carteira. 

Numa espécie de aconchego,
Pairas no meu pensamento
Sempre e em qualquer momento. 

Com muito relevo,
Pintas-me a vida com muita cor
Carregada de alvor. 

Não nego
Nem nunca irei negar
O quanto me fazes voar. 

Não praguejo,
Não me atrevo sequer
Pensar que um dia possas desaparecer.

Vicio de Ti


Tenho vício de ti.
É ponto assente.
Desde a primeira vez que te vi. 

Nem imaginas o que sofro
Por não te ter aqui.
Não há nada que eu aguente. 

Pereço uma criança
Sem baloiço
Sem esperança. 

Quero ler-te,
Quero ver-te
Aqui bem ao meu lado. 

Se pudesse trocava o meu amanhã
Por ontem,
Certamente que a minha mente ficaria mais sã. 

Quero-te o quanto antes,
Quero voltar a ver esses diamantes
Que escondes no teu interior.

terça-feira, 1 de maio de 2012

A tua Tulipa


Estava eu à tua porta,
Com uma tulipa na mão
E um jasmim no coração. 

Queria dar-te aquela bela flor
Que tanto te conforta
E te dá ainda mais cor. 

Lembro-me do nosso primeiro encontro
A maneira como falaste dela.
Na tua voz e com delícia disseste que era a flor mais bela. 

Lembro-me também de te ter dito
Que não existia nada mais belo
Que o teu rosto singelo. 

Abriste a porta lentamente
E eu mostrei-te uma doce tulipa. 

Tudo se antecipa,
Tudo se dissipa. 

Agora ao ouvido: 

Disse-te que te levava
À Turquia
Para sentires a origem desta flor. 

Deste um salto de alegria,
Que se aliava
A um beijo doce que eu te dava. 

Meu Amor, o prometido é devido.

Numa Liberdade Verbal


Num suspiro,
Num arrepio
Sem igual,
Numa liberdade
Verbal
Inspiro-me.
Anuncio-me
A quem mais gosto,
A quem mais quero.
Num desespero
Parece que me mostro
Com expressões
Que só tu conheces.
Declaro todo este amor
Por saber que existes.
Perco toda a dor
Quando me fazes entrar em despiste.
Nada em mim te resiste
Fico desarmado,
Desancorado.
Que bem que sabe
Ser assim amado.
Tamanha é a minha felicidade
Que quase em mim não cabe.
Meu Amor,
Tu és uma raridade.