Porque quem ama tem medo de perder...

Este blog é para quem gosta de amar, de lutar pelo que gosta...







quinta-feira, 28 de junho de 2012

Prometido



Pediste-me que fosse
Sem olhar para trás.

Parti sem falar.
Parti sem olhar.

Quis inverter o meu sentido
Mas lembrei-me do que havia prometido.

Em passos lentos
Calcava os paralelos cinzentos,
Molhados por lágrimas minhas.

Desapareci no meio
Do nevoeiro.
Numa desgraça
Que se enlaça
A cada passo que dou. 

Quis caminhar sem mais não.
Quis parar o coração.
Quis aniquilar aquela dor.
Quis acabar com aquele terror.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sentes?



Isto não se explica,
Não se classifica.

Sente-se.

Isto não se quantifica,
Não se vende.

Disfruta-se.

Isto não se domestica,
Não se prende.

Liberta-se.

Isto não se força,
Flui naturalmente. 

Porque o amor… Sente-se!

Livro "Amor Sem Dor, Não é Amor"



No dia 23-02-2012 começou a minha primeira incursão no mundo da poesia, com o lançamento do meu primeiro livro de poesia, “Amor Sem Dor, Não É Amor”.
Escolhi a Biblioteca José Régio para a apresentação do livro por dois motivos;
O primeiro por ser na terra que me viu nascer e crescer. O segundo por ter o nome de um dos maiores poetas de Portugal.
A emoção foi tal que me faltaram palavras para descrever o livro. O nervosismo tinha-se apoderado de mim. Passada a palavra à autora do prefácio, os nervos acalmaram-se e tudo fluiu de maneira mais natural.
Sem esquecer a presença de todos, que de forma incondicional me apoiaram. Também uma palavra de apreço aos que não puderam estar, que tenho a certeza que estavam a torcer por mim e para que tudo corresse da melhor maneira.
O meu primeiro poema nasceu no princípio do fim de algo, onde as palavras substituíram o bafo a álcool. A inspiração surgia sem precedentes. Passava tudo para o papel, e, alicerce a alicerce ia construindo cada verso, cada quadra até surgir o poema.
Como devem notar a minha escrita baseia-se na perda, na procura de um amor que insiste em não aparecer. Fugazmente mudo para uma escrita mais alegre, mais recheada de cor. Ou melhor, poeta que é poeta escreve conforme o estado de espirito. Escreve aquilo que lhe corre nas veias naquele determinado momento.
Assim passado algum tempo nasce o primeiro livro da minha autoria.
“Amor Sem Dor, Não É Amor”
Deixo-vos um poema retirado do meu primeiro livro de poesia, “Amor Sem Dor, Não É Amor”.
.

Hoje Amo-te
Hoje amo-te,
Tanto quanto outro dia qualquer,
Mas dizer-te isto hoje,
Dá-me prazer...

Hoje amo-te,
Como quem ama o sol,
Como quem ama a lua,
Ela é minha e tua...

Hoje amo-te,
Como sempre te amei,
Como da primeira vez que chorei,
Quando tão doce palavra aclamei...

Hoje amo-te,
Mas não será só hoje,
Será para sempre,
Até que a morte nos tente...

Até assim sentiremos o amor!
O odor,
Esse vai estar sempre no ar,
Para que possas sempre recordar...

Para quem quiser adquirir pode fazê-lo através do site da Corpos Editora:
 http://www.worldartfriends.com/store/1437-nuno-quintela-amor-sem-dor-nao-e-amor.html
Ou então em qualquer loja Fnac, que se não tiver o livro no momento podem fazer a encomenda que o livro estará nas vossas mãos em mais ou menos 10 dias.
Também existe a possibilidade de eu próprio enviar pelos correios para uma morada que indicar, o que levaria cerca de 3 a 4 dias a chegar, autografado e com uma dedicatória!

sábado, 23 de junho de 2012

Quis Escrever



Quis escrever ao São João
E pedir-lhe um balão.
Escrever-lhe uma quadra
Com o nome da minha amada.

Quis pedir ao São João
Que lhe dissesse do meu coração
Que lhe transmitisse
Toda esta emoção.

Quis pedir ao São João
Que dissesse à minha amada
Que estou no portão
À espera da sua chegada.

Quis pedir isto e muito mais.
Mas logo ali ela sussurrou-me ao ouvido
Uma palavra com sentido
E disse também, “nunca te deixarei, jamais.”

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ando por Ai



Ando por ai escondido,
Num gemido
Um tanto ou quanto fodido.

Ando por ai deprimido
A olhar para os cantos
À procura dos teus encantos.

Ando por ai sem rugido
A raspar no chão
Sem nenhuma inspiração.

Ando por ai incapaz
Sem fazer o que mais me apraz
Parece que estou preso em Alcatraz.

Andarei assim neste tom tingido
À espera que o bandido
Se canse de me deixar assim, enfraquecido.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Absorvo





Absorvo cada palavra que dizes,
Cada olhar que me diriges.


Cada gesto singelo
Que me tira deste degelo.


Cada sopro
Que contorna o meu corpo.


Cada gargalhada
Num tom de fada.


Adoro quando cantas.
Adoro tudo o que espantas.


Adoro tudo em ti.
Adoro tudo, mesmo o que ainda não vi.

sábado, 16 de junho de 2012

Estudante


Sou um estudante
Deste sentimento
A que chamamos Amor.

De uma maneira inteligente
Ele ensina-me que a qualquer momento
Quando menos esperamos pode aparecer a dor.

Numa reguada 
Sinto uma estalada 
Que me destrona, sem nada que possa fazer.

Numa chamada ao quadro
Levanto-me para resolver uma equação
O giz parece querer fugir-me da mão.

Queria sentir-me um bravo
Que aprendeu a lição.

Não queria temer, não.
Queria ser o que posso ser
Sem o medo de me perder.

Mas no que toca ao coração
Nunca aprendemos a lição.
Por mais palestras que tenha
Existe sempre alguma coisa que nos desdenha.