Porque quem ama tem medo de perder...

Este blog é para quem gosta de amar, de lutar pelo que gosta...







quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um ruivo Divinal


Vinco
Com muito afinco,
As esquinas por onde passas. 

Os paralelos que pisas
Em todas as praças,
Deixando um rasto de leves brisas. 

Em tons coloridos
Que alegram até os mais deprimidos. 

Parece que abraças
Um doce arco-íris. 

No meu instinto
Vejo-te como um Anjo
Num arranjo,
Numa tela que eu pinto. 

Sinto
Que o pincel
Será fiel
No resultado final. 

Irá despertar
Um ruivo divinal,
A contracenar
Com um sorriso celestial.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O teu Sorriso (escondido)


Porque escondes a tua face,
O enlace,
As curvas do seu sorriso
Quando eu mais preciso? 

Não o faças.
Quero ver se fazes covinhas
Quando sorris,
Numa elegância desenhada a giz. 

Nem imaginas os pensamentos
Que em mim traças,
Num tom ruivo que te abraça. 

Nem que seja por um instante
Saúda-me com esse teu diamante
Esculpido por um gesto sem igual,
Como uma onda a rebentar no areal.

Cinderela


Cinderela onde andas?
Por que bandas
Te encontras?
Tenho aquele beijo prometido
Que te queria dar
Muito antes de teres adormecido
Num sono profundo sem lugar.
Todas as manhãs acordo para te beijar
Mas nunca estás lá.
Fico por cá,
Levanto-me para mais uma procura,
Uma procura exaustiva que ditará
Se hoje é o dia em que o meu coração
Te encontrará.
Tenho a certeza que esse beijo
Nos elevará
A um desejo
Sem igual,
A uma cumplicidade
Nunca antes vivida.
Cinderela,
Espero encontrar-te ainda nesta vida.

Tu és o que resta de Mim



Não me passas ao lado
Nem por um segundo
Por mais abreviado
Que fique este mundo. 

Por mais lava que cuspa o vulcão,
Por mais espinhos que cerquem o meu coração
Ele é teu sem nenhum senão. 

És os traços da minha mão,
Num destino
Em tom de hino. 

Escrevo só para te lembrar
Que será sempre assim.
Tu serás sempre o que resta de mim.

domingo, 22 de abril de 2012

O Meu Destino


Caminho pela penumbra
Onde nada se deslumbra,
Onde rostos fechados
Fazem os sentimentos sentir-se afogados. 

São estas as chagas,
São estas as pragas
Que me perseguem,
Que me lembram da cruz que carrego. 

Prego a prego
Cada vez mais fixa nos meus ombros
São assombros
Que me ferem. 

Sim é este o meu destino.
Se calhar fui eu que o tracei
Pela falta de tino,
Pelo que não chorei.

Mais Além



Queria ir mais além
Sem ficar aquém. 

Queria que visses,
Queria que sentisses. 

Mesmo sem te ter ao meu lado
Não me vou sentir acanhado. 

Vou dar um toque acetinado
Para ver tudo com mais agrado. 

Num toque amarelado
Que me faz lembrar a seda dos teus cabelos. 

São apelos que faço,
São elos que traço. 

O que peço não é muito.
É aquilo que me podes dar.
Num intuito
Que só nos iria alegrar. 

Quem sabe se ao leres este poema
Não te vá dar vontade de resolver este dilema. 

Vamos lá melhorar o nosso ecossistema
Que só está ao alcance de um telefonema.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O Rio Chora



É com muita tristeza 
Mágoa e magreza
Que vejo o Mosteiro de Sta. Clara
Cair aos bocados. 

São pedaços de memórias
Que caiem entrelaçados,
Que parecem destinados
A decisões nada abonatórias. 

O Rio Ave parece que chora
Pela transfiguração
De uma fachada
Que em tempos lhe enchia o coração. 

Agora não,
Agora magoa-lhe a alma
Tira-lhe a calma
Com um nasseiro em revolta. 

Espera por uma reviravolta
Que lhe encha o coração
E lhe traga a emoção
De ver de novo o Mosteiro em ascensão!